Reforma: alguns cuidados importantes.

Não é raro as pessoas reformarem as suas casas sem contar com a orientação e ajuda de um profissional capacitado para isso. Muitas vezes, é contratado um mestre de obras ou mesmo um pedreiro que será "responsável" por todos os serviços. No entanto, os problemas que podem ocorrer podem ser muito maiores do que o campo de atuação desse pedreiro, por exemplo. E aí, é tarde demais para arrependimentos.

É fundamental, portanto, contratar um profissional que assumirá a responsabilidade técnica pela pequena obra que será executada. Um exemplo claro e ilustrativo diz respeito à modificações/ demolições e acréscimos de paredes para se alterar os ambientes. Um profissional capacitado poderá orientá-lo em todos os aspectos - onde é possível quebrar, onde não é, etc.

Por exemplo, as construções mais antigas não têm estrutura de concreto armado. Nelas não existem pilares nem vigas e as próprias paredes de alvenaria é que funcionam como estrutura. Se alguma parede dessas for indevidamente retirada, a sua casa poderá, inclusive desabar, o que seria uma tragédia. Por isso, é muito importante que se estruture a construção com vigas metálicas antes da demolição, por exemplo. Já em uma costrução mais recente e moderna, a parte estrutural é independente, ou seja, alvenaria não faz parte da estrutura. No entanto, no meio de determinada parede pode estar passando um pilar. E nesse caso, um profissional também será fundamental no sentido de orientar e evitar transtornos ou problemas.

Quando alguma reforma prevê acréscimo de área - por exemplo: construção de edícula no fundo do terreno, um cômodo a mais na casa, etc... - deve-se executar um projeto e dar entrada junto à Prefeitura para sua respectiva aprovação. Não só pelos aspectos técnicos envolvidos, mas inclusive porque a construção, dessa forma, estará regularizada no caso de uma eventual comercialização futura do imóvel. Além do mais, cada Prefeitura - de acordo com a sua legislação - estabele o que é considerado acréscimo de área. Puxar uma cobertura para o seu carro na garagem, por exemplo, pode ser considerado acréscimo de área. E um profissional saberá orientá-lo em todos os aspectos envolvidos, inclusive este.

Outro cuidado a ser tomado é com a parte elétrica da casa. Em caso de reformas em casas antigas, é importante rever desde o quadro de força, onde estão os disjuntores ( antigamente eram utilizados fusíveis ), os conduítes ( antigamente eram feitos de ferro ), até a fiação. Os cuidados com a parte elétrica são necessários porque o projeto original foi concebido para suportar determinada carga de força - antigamente, por exemplo, os aparelhos domésticos eram utilizados em uma escala bem menor - e caso a reforma preveja a utilização de mais aparelhos ou utilização de força, é muito importante que a parte elétrica esteja dimensionada para isso. Assim, deve-se evitar a utilização de vários aparelhos ligados em uma só tomada; mas não basta acrescentar uma tomada: é preciso rever a fiação e todo o quadro de forças para que não haja sobrecarga.

A revisão na parte hidráulica também pode ser necessária em alguns tipos de reforma. Imagine, por exemplo, você fazer uma reforma no banheiro, trocar piso e revestimentos e etc..., para algum tempo depois ter que quebrar tudo para providenciar o concerto de alguma peça de hidráulica que apresenta defeito. Os principais pontos que devem ser revistos são as válvulas de descarga ( muitas válvulas, por serem antigas, costumam vazar ), e pontos de torneiras que você queira mudar, tornando mais acessíveis a quem vai utilizá-las.

Por fim, uma dica para quem fará reforma na sua casa e continuará, durante a execução dos serviços, a habitá-la: tome cuidado com móveis e aparelhos domésticos. Providencie lençóis ou panos para cobri-los, protegendo-os de poeira ou eventuais danos. Mantenha sempre as portas fechadas e programe a reforma para que seja executada em áreas isoladas ( um cômodo por vez, por exemplo ).


     O grande segredo de um bom jardim:


Por que que um jardim feito por leigos em geral não fica tão bom quanto aquele feito por um profissional? É muito simples: porque geralmente o leigo acredita que um jardim se resume às plantas. O leigo começa a criar o jardim pensando somente nas plantas, o que é um equívoco.

Esse equívoco acontece justamente porque o leigo inicia a criação do seu jardim imaginando quais as suas plantas preferidas - aquelas das quais ele mais gosta -, que serão as que ele utilizará no jardim. Ou seja: normalmente, o critério utilizado para a escolha das plantas a serem utilizadas em um jardim normalmente é simplesmente utilizar aquelas que as pessoas acham bonitas naquele momento. E assim, as pessoas compram essas plantas e plantam.

No entanto, uma somatória de plantas bonitas geralmente não resulta em um conjunto agradável. Além disso, também é preciso conhecer o desenvolvimento das plantas para não ter surpresas desagradáveis, tais como uma pequena planta que cresce e se torna uma árvore, uma planta que precisa tomar sol, mas que está na sombra, etc... Quando o conjunto é formado por um monte de plantas das quais uma pessoa gosta, o jardim realmente acaba sendo um tragédia, uma desarmonia. E desarmonia não é sinônimo de beleza. Neste jardim, você não sentirá beleza, o que é essencail em um bom jardim.

Então, é fundamental iniciar esse processo de criação de um jardim de outra forma: é preciso começar pelas necessidades, pelo espaço, para então se chegar na planta. O jardim agradável é aquele que se caracteriza por um ou vários lugares, nos quais as pessoas se sentem confortáveis de exercerem as funções a que esse local se destina. Portanto, a planta é uma conseqüência e nunca o início de se fazer um bom jardim.
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